quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O vento se calou.


O vento clamava por paz, e as borboletas pararam de voar. A chuva de amor caía, e a tempestade atingia todos que estavam por aí, por aqui, por lá, e doía. Cada gota era um raio partindo o coração em pedaços. A chuva ficava cada vez mais forte, mas a esperança ainda estava intacta. A ilusão era visível nos olhos daqueles que observavam tudo, escorrados no parapeito da janela. Tudo era bom, mas tudo era ruim também. Quando o sol se apagou, o amor passou a cair, a inundar, afogar e até salvar. Trazia sorrisos fingidos, lágrimas sofridas e fluía. As árvores pareciam dançar com a cantoria do vento. Elas pareciam chorar, e pareciam amar. O tempo passava, e as coisas já não eram as mesmas.
As pessoas estavam perdidas, pedindo algo que não chegava. Elas amavam, mas ao mesmo tempo odiavam as coisas ruins que o amor trazia. Elas não sabiam mais o que pensar.
E de repente, a esperança surgiu, as borboletas voltaram a voar e a colorir o céu, ainda cinza. A expectativa era tanta, que o amor foi esquecido. O amor se perdeu. A chuva parou de cair.
Letícia Nogara.

Pontos de vista distorcidos



Você pensa, age e fala à sua própria maneira, não mede esforços pra deixar a sua essência no ar. Seu tom de voz não me engana e seu olhar dissimulado fala muito mais do que todas as palavras que não dissestes a mim. Eu sei e você sabe, tem algo de errado, algo diferente. Somos atores, artistas do nosso próprio orgulho. Orgulho ferido pelo sentimento que nos afeta. Seus atos não me enganam, seu ponto de vista mudou.Em relação a mim você pensa de outra forma, outro jeito e outro gosto. Não consigo entender e muito menos distinguir a fonte de tanta amargues nesses passos frios que me perseguem de ponta a ponta nesta vida. E o pior é que isso me magoa e amargura profundamente a minha alma e o pior,o meu coração.

domingo, 21 de novembro de 2010

Verdades inventadas


Um sopro de alegria, som de sussurros de felicidade. Tudo parece estar bem, tudo parece tão real tão verdade. Um final mais que feliz para um história que não tem fim. Ligações intermináveis e laços sem fim, até o momento que eu quiser acreditar neles. Laços inventados e sonhados, imaginários e totalmente convincentes a minha mente, e agora serão cortados, sem ter porque e muito menos razão.
Talvez o momento seja esse, talvez não. Simplesmente eles estão se desfazendo sem que eu possa interferir, tocar ou sentir. Simplesmente assim : Se esvaem.
Provavelmente verdades não se vão, então a única conclusão que chego é que verdade não era e nunca foi, a minha mente apenas foi tola de criar falsas verdades, doces mentiras. 
Verdades inventadas.

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Palavras



Talvez eu esteja sendo idiota e patética o suficiente mas, certas palavras andam me convencendo muito esses dias. Elas soam como música nos meus ouvidos. Uma trilha sonora única. Me sinto uma retardada, por repiti-las em minha mente a todo instante mas não depende de mim, elas simplesmente fluem como um eco, desde o momento que sairam de sua boca.

Sinceridade na alma.


Mesmo quando tudo parece ter tomado seu rumo, tudo parece definitivo. É o fim, a alma decide nos pregar peças. Mostra-nos que nem sempre somos felizes com as escolhas que fazemos, mesmo quando, fazemos de tudo para acreditar nelas. Mas eu aprendi, não devemos mentir pra nossa alma, ela sente , fala e grita como nós . Grita tão alto que o som de sua voz ensurdecedora ecoa sobre todo meu corpo como um gemido irreprimível de socorro. Ela expressa com todas as forças que ainda lhe restam, que a hipocrisia está tomando conta de si. E ela pede : - Não deixe, me salve.
E como num susto, como quem acorda de um pesadelo, descubro a sinceridade que a minha alma precisava.Sendo honesta com ela, jamais deixaria que ela fosse tomada.
"Ao menos uma vez, eu fui sincera comigo mesma."
Palavras finais de uma alma tranqüila.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010



Aprenda a lidar com a solidão. Aprenda a conhecer a solidão. Acostume-se a ela, pela primeira vez na sua vida. Bem-vinda à experiência humana.”
(Comer, rezar, amar)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Há um lugar


Existe um lugar onde o medo não me domina ou onde as pessoas não me influenciam.Onde sinto sua presença e seguro a tua mão, como uma criança, onde canto que não há distância que possa nos afastar. Onde o sangue tem um valor muito maior do que a prata ou o ouro. Onde as lágrimas de arrependimento transformam-se em lágrimas de perdão. Onde a minha oferta, por mais que seja pequena foi o melhor que pude dar e isso é suficiente. Onde os erros tornam- se conhecimento. Onde as vidas tem um alto preço e que já foi pago.
E eu sei onde esse lugar fica. Agradeço todos os dias de minha vida por saber e poder chegar até lá pois não existe lugar melhor.