São as acusações sem provas e as desconfianças sem fundamentos que calejam o coração e fazem de uma amizade um simples sinal de conformidade e aparências.
terça-feira, 12 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Dear Angel.
E hoje, em muito tempo depois de sua partida, não senti mais a necessidade de guardar suas fotos ou suas cartas, de ligar-te desesperada no meio da noite e muito menos de correr até a sua casa.Em muito tempo depois que foste, percebi que por mais que eu procurasse, motivos ou desculpas pra te encontrar eu jamais encontraria, e por mais que eu corresse eu jamais te alcançaria. Porque na verdade, nós soltamos as nossas mãos e cada um escolheu um caminho na vida, um lado, um recomeço. Pois é, você se foi. E já faz tanto tempo que mal me lembro do seu perfume ou da sua voz, não esqueci de você, jamais.É que passei tanto tempo a te buscar, numa ansia eterna de te encontrar de novo que me perdi e esqueci de mim.
Mas na verdade você vai estar sempre dentro de mim, na lembrança de dias felizes, céus estrelados e contos de fada. Na verdade, você nunca morreu e muito menos deixou de existir, só passou a ocupar um lugar dieferente no meu mundo, um lugar especial .E eu espero, com toda a veracidade de coração, que de qualquer lugar, de onde você estiver, você possa ter se alegrado com isso.
Ao meu anjo.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Ciclo.
Não sabendo da falta que me fazes, deixas de falar-me a qualquer momento, por qualquer motivo ou explicação aparente, mas sendo-lhe sincera, explicações são o que menos me interessam, e o silêncio que condiz entre nós, no pequeno trecho se uma avenida qualquer, abala as estruturas do meu edifício, o seu sempre me pareceu tão forte e robusto, que continuo a achar, que nunca abalei você e muito menos suas indestrutíveis estruturas, mas sei que lá dentro , depois de muitas camadas de pedras, eu sei, há um coração, do tamanho de um mundo que acolheria qualquer um a qualquer hora. As explicações sobre o silêncio eu não necessito, porque sei que uma hora o silêncio cessa, os abraços brotam e alegria renasce outra vez. E esse é um ciclo que tenho, e sabe, me orgulho muito de tê-lo, porque apesar das idas e vindas o que importa é que não me desfarei de você e você não se desfará de mim.
Até que lentamente, a vida nos separe, mas até lá tentarei preencher ao máximo o trecho daquela avenida, sem que o silêncio paire outra vez, fazendo de cada despedida, a ultima de nossas vidas.
E isto vai a você, o meu vizinho da porta dos fundos, que me ensinou a crescer, mesmo sabendo que morrerei sendo uma criança.
sábado, 26 de março de 2011
Shining.
"Eu que esperava fogos de artifício, esqueci que as estrelas não fazem barulho." (Clarice Lispector)
segunda-feira, 21 de março de 2011
My feet can’t touch the ground.
Porque nessa vida nada nunca foi muito justo e a gente sempre insiste em acordar e pensar que hoje tudo vai dar certo, tudo vai estar bem, a gente é sempre assim, sonha demais, imagina demais e nunca faz nada. Mas sonhar não é pecado algum, sonhar é desprender-se do chão, do chão que aprisiona qualquer um. E o que venho vos pedir aqui, é que nunca matem seus sonhos, vão sempre além, não cometam o mesmo erro daquela que vos escreve, sigam e se permitam mais, não os enterre em qualquer esquina das curvas de sua vida, fazendo com que você esqueça o caminho de voltar até eles, cada sonho é único, uma motivação, mais um objetivo pra se viver, e se não fossem os sonhos de que adiantaria viver?
Seja um amor ainda desconhecido, secreto ou interrupto, promessas de amizades eternas ou até o simples sonho de voar, deixe- se levar e se liberte. Voe bem longe e sonhe, sonhe como nunca, até que seus pés não possam mais tocar o chão.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Precisando do verão.
Na estação, era outono e o trem não chegava. Nunca demorou, porque demorava agora? E todo o sono que decaía em meus olhos, afoguei num pequeno copo de café, enquanto esperava por você trem. Mas que infindável espera, fostes tão pontual e certeiro nos dias veranis, que pensei que fosses como um raio de sol, que sempre aparecia, nas manhãs mais belas , mas agora era outono e você demorou trem, demorou tanto que começo a desacreditar que você venha de novo. Talvez seja o outono, ou não. Talvez seja o café, ou não. Talvez o trem cansou, cansou de passar pelas manhãs de verão, na mesma cidade de sempre. Mas é outono, e ainda estou aqui esperando o meu trem chegar, quem sabe no próximo verão ele chegue.
- Não esqueça de mim.
Entro na loja e peço outro café, para afogar o frio, o sono e o medo de não encontrar o trem, e nem você dentro dele. Estou começando a aceitar a condição, de apenas um copo de café e uma saudade no coração.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Atrás das portas trancadas
Atrás das portas trancadas de uma casa onde só havia alegria e felicidade, se encontra uma criatura a lamentar. Lamenta não ter chegado á tempo de ver aquelas lindas portas abertas, Lamenta a falta de esperança que aquelas portas fechadas representam, lamenta a falta de vida que assombra seus pensamentos agora, apenas porque ela estava atrás das portas trancadas.
Talvez, atrás daquelas portas trancadas seja seu lugar, lamentar o resto de sua vida um erro inútil, que não havia como ser evitado, e é atrás das portas trancadas que ela vai ter que viver, esperando que um dia elas abram, porém na convicção de que elas jamais abrirão.
Uma sina sem fim, á espera de uma luz, uma razão e de um sinal que digam que as portas trancadas vão se abrir. Mas não se abrirão, não mais.
Atrás das portas trancadas, haviam sorrisos e amor distribuído á todos os lados. E agora o que sobrou foi uma pobre criatura encharcada de solidão e tristeza profunda na alma a esperar. Uma espera sem fim.
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