quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Nostalgia.



Hoje acordei assim: nostálgica!
Uma saudade da infância, de ser criança.
Da doçura, da ternura, da simplicidade, do brilho no olhar.
Do tempo onde a grande responsabilidade era brincar, amava bonecas.
De brincar de Power Rangers, disputando com a prima quem seria a personagem rosa, pois eu deveria ser a amarela, só porque eu realmente era dessa cor.
Do tempo em que a maior preocupação era qual presente iria ganhar, quando o pai voltava de viagem, no aniversário, no Dia das Crianças, no Natal.
Ah, que saudade!
De ir para escola e ficar ansiosa pra saber qual carimbo iria ganhar pela tarefa feita, caprichosamente.
De me achar "gente grande" e pedir para a diretora da escola que me mudasse de turma, pois queria estudar com a "Tia" do ano anterior, e conseguir.
De passear todos os fins de semana no parquinho e poder se acabar no sorvete.
Mas também tenho saúde das regras dos pais, da autoridade.
De ir para a casa da Vó e comer muito bolo, esperar os primos de fora chegarem.
E o carinho? Que delícia! Aquele dengo, um chamego, um cafuné.
Saudade, de quando saía com a mãe para comprar um sapato e tinha que sair da loja com o novo nos pés, e o velho na caixa.
Do lanche que tomávamos sempre que íamos ao Centro da cidade passear.
De andar de mãos dadas e sentir a proteção.
Do cuidado e zelo da mãe ao pentear meu cabelo, o rigor ao levar para cortar as pontinhas, só podia aparar. Era lindo, grande, cheio de cachinhos e muito brilhante. Ela adorava me emperiquetar.
Saudade da ansiedade do dia que ia participar de um evento da escola, uma comemoração, das danças.
Das professoras que me paparicavam.
Da espera afetada pelo nascimento da irmã mais nova, o ciúme apertava.
Saudade das sessões de filme, todos amontoados no sofá e comendo um doce.
Eu era feliz e sabia.
Tanto sabia que meus pais me encontrava chorando, do nada, e ao questionar o motivo, era apenas:

"Eu não quero crescer!"

Nenhum comentário:

Postar um comentário