domingo, 3 de outubro de 2010

Doce ingenuidade


Quando somos jovens infantis e doces crianças, costumamos ser heróis ou princesas.
Impomos nossas espadas, cavalgamos quilômetros por entre florestas em busca de princesas aprisionadas em torres de castelos. Enfrentamos dragões e criaturas fantásticas, partilhamos os nossos medos. Realmente sentimos medo.

E quando percebíamos que não podíamos contra todos aqueles vilões, corríamos desesperados atrás de nossos próprios heróis. Não tínhamos vergonha de dizer: Eu tenho medo! Medo do fantasioso e da ilusão. 
A mais pura e bela das virtudes. Abandonada e desprezada como um brinquedo velho e obsoleto. O que antes nos tornava fortes e guerreiros, hoje é sinônimo de fraqueza.
Foi- se o tempo onde esperar pelo seu príncipe encantado era o mais sensato e romântico a se fazer. Foi-se a época das bonecas de louças que eram amigas, as melhores já encontradas.

Foi-se a "ingênua idade", tempo em que girávamos o mundo. Como num grande carrossel.
Um Grande e Lindo carrossel.

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