Tentando me desvendar de todos os jeitos, tentando definir algo dentro de mim, percebi que eu estou presa. Presa não pelo desconhecido, mas, sim pelo conhecido. Presa no meu mundo, no meu “EU” onde eu me encontro e onde eu me sinto feliz. Onde as verdades são realmente ditas, onde meus sentimentos encontram refúgio para serem expressos, onde a saudade grita intensamente sem receios de alguém estar por perto. É o mundo um pouco conturbado, mas, no fim é feliz. Feliz por que é verdadeiro, sem a falsidade que sou obrigada a conviver fora dele. É tão interessante como esse mundo é importante pra mim. Sem ele, a essência de viver não existiria, eu seria uma mentira. Mentira em carne e osso, porque é nesse mundo onde minhas verdades são reveladas, onde meus olhos brilham realmente e intensamente. Onde as lágrimas rolam com a sinceridade do choro de uma criança em busca de sua mãe. Onde o sorriso é estampado em meu rosto com toda veracidade de meu coração.
É nesse mundo onde eu me encontro, onde eu sou eu. Na minha prisão. Minha prisão particular.

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