segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Infindável espera.
E por tanto tempo ainda esperas nessa janela, na mesma sacada que te encontrei. Com o mesmo vento doce a soprar sobre seu rosto. Nada mudou, os movimentos ou expressões, motivos ou explicações a espera é a mesma, a mesma de sempre.
Uma espera desesperada pelos sonhos e planos que não se concretizaram, ainda não. Sonhos e desejos mais desejados e almejados por um olhar de ternura que preenche toda a janela, a janela de um quarto vazio de um tudo e cheio de toda as esperanças, de convicções e fé. Um olhar tenro de certeza que num horizonte, não tão distante, seu sonho está vindo numa nuvem branca, e por mais que o tempo lhe exauste, seu coração se enche e sua alma grita, por uma espera de um dom imensurável. Uma espera prazerosa e de satisfação , um prazer dolorido, como só seu coração poderia descrever. Mas a espera é sua única alternativa.
Os olhos se fecham e como num bater de um coração sedento, o vento torna a adoçar seu semblante e trazer a esperança mais uma vez ao coração que espera, mais espera do que bate, e bate somente por ti.
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